Escritor de Joinville lança livro na
Bienal do Livro do Rio de Janeiro
Romance de Rodrigo Baptista narra a tentativa de sobrevivência da humanidade após uma peste inexplicável assolar o planeta

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que começa hoje, será o palco do lançamento de “Cultivados”, o primeiro romance de ficção científica escrito por Rodrigo Baptista. Mas o trabalho por pouco não ficou trancado no computador desse autor joinvilense: depois de não ser premiado num concurso literário, Rodrigo tentou novamente até enfim conseguir ter seu texto publicado.
Motivação que acompanha o escritor desde os tempos em que era estudante universitário. A vontade de escrever “com liberdade”, como o próprio define, fez o ex-redator publicitário migrar para a área de direção de arte, na qual a criatividade era mais instigada. Fora do trabalho, Rodrigo sempre se dedicou à escrita como frequentador de blogs literários. Num desses, resolveu participar de um concurso no qual o prêmios seria a publicação de um romance. “Eu tranquei a faculdade, na produção da monografia, para me dedicar”, relembra.
“Cultivados” nasceu nessa época, mas não ficou entre os contemplados. Tempos depois, em outro concurso promovido pelos sites Skoob e Subtítulo, em parceria com a editora Oficina de Livros, Rodrigo conseguiu a publicação. “O livro está entre os primeiros lançamentos de um novo selo dessa editora, para jovens autores”, conta.
Desde março, o publicitário e escritor fez algumas adaptações em “Cultivados”. Agora, aguarda até sábado, data do lançamento no Rio de Janeiro, quando enfim terá seu livro nas mãos. “Só vi a capa e a diagramação interna, mas pelo computador. Ainda não tive a oportunidade de tocá-lo”, aponta.
Em “Cultivados”, Rodrigo visita uma trama bastante explorada por autores do gênero: a tentativa de sobrevivência da humanidade após uma grande hecatombe. No caso, uma peste inexplicável que dizima boa parte da civilização mundial. O livro aborda a capacidade de adaptação e reinvenção dos sobreviventes, décadas depois da tragédia.
Para montar sua história, Rodrigo diz ter buscado referências em clássicos da literatura, como “1984”, de George Orwell, e filmes apreciados por fãs de ficção científica, em especial “Laranja Mecânica” e “Blade Runner”. “Essas histórias exploram uma característica exagerada da civilização de agora, mas que naquele futuro se torna um fator alienante da sociedade”, completa.
Mas, apesar desse flerte com o gênero, Rodrigo rejeita o rótulo de “autor de ficção”. Tanto que o segundo romance, já em produção, é definido por ele como “mais concentrado nas relações humanas”. “Não quero ser lembrado só como escritor de ficção, mas sim alguém que escreve histórias”, explica.
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